Palestra sobre a Mutilação Genital Feminina
“A mutilação genital feminina (MGF) inclui todas as intervenções que envolvam a remoção parcial ou total dos orgãos genitais femininos externos, ou que provoquem lesões nos orgãos genitais femininos por razões não-médicas.” (Declaração conjunta da IMS/UNICEF/UNFPA - 1997)
«A OMS calcula que cerca de 100-140 milhões de mulheres e raparigas foram submitidas à MGF, e cerca de 3 milhões estão em risco todos os anos. A prática da MGF é comum em grande parte da África, em alguns países do Médio Oriente e nalgumas partes da Ásia e América Latina. Esta prática também é habitual na UE entre certas comunidades originárias de países onde se pratica a MGF. O número exacto de mulheres e raparigas que sofrem MGF na Europa ainda é desconhecido, embora o Parlamento Europeu calcule que sejam cerca de 500.000 e outras 180.000 mulheres e raparigas em risco de serem submetidas à prática anualmente.
A prática da MGF é sustentada por uma série de crenças que a fomentam como “alegados” benefícios de saúde e higiene, motivos religiosos, de tradição ou relacionados com o género. É muitas vezes considerada um ritual de transição para uma rapariga, garantindo o seu estatuto e casamento dentro da comunidade. A decisão de mutilar a rapariga é, normalmente, tomada pelos seus pais ou por membros da família próximos. A opção de não mutilar a rapariga é muitas vezes recebida com forte oposição da comunidade, uma vez que a MGF é uma tradição profundamente enraizada nas estruturas sociais, económicas e políticas.
Portanto, o fim da MGF exige uma escolha colectiva de dentro para fora da comunidade, para que as raparigas que permanecem não mutiladas e as suas famílias, não sejam envergonhadas e alienadas. Esta é uma mudança sociocultural, deve ter por detrás um ambiente favorável e apoio a nível nacional, incluindo a colaboração com os mass media, o governo, parlamentares e a sociedade civil . Como a prática é transfronteiriça, precisa duma abordagem para além fronteiras em termos de cooperação das partes interessadas, ligando organizações, líderes comunitários, profissionais da saúde representantes governamentais.»
(in Fim à mutilação genital feminina - Uma estratégia para as instituições da união europeia - Sumário executivo)
This makes my day. We need more people like her. And more people like her to raise people like her.
Histórico de actividades
Pedimos desculpa se começaram a receber feeds nossos desactualizados. Mas porque vamos apagar a conta no bloguer do LFA, quisemos passar para aqui todo o histórico de actividades.
Obrigada pela paciência!
Goodbye, Lenin! Este divertido e ternurento filme de 2003, do realizador alemão Wolfgang Becker, retrata o fim do regime Socialista na República Democrática Alemã e a queda do Muro de Berlim. Alex, um jovem cuja mãe é uma activista do Partido Socialista Unificado Alemão, participa na contestação nas ruas. Numa dessas ocasiões, a sua mãe, Christiane, assiste à detenção do filho pelas forças policias, sofrendo um ataque cardíaco quase fatal. Quando acorda do coma, passados meses, o seu estado de saúde está tão débil que qualquer choque pode conduzir à sua morte. Assistimos então, num país em mudança política e económica, à tentativa de Alex de ocultar todo o processo à mãe e mostrar que durante o seu coma nada mudou, recorrendo a esquemas cada vez mais rebuscados.
Este é um filme que essencialmente retrato o amor de um filho pela mãe e aos níveis que este chega. É também um retrato das transformações políticas e económicas na região. No entanto, não cai na simplicidade de retratar o regime vigente na RDA como algo intrinsecamente mau. Pelo contrário, não escondendo lacunas várias de que o regime poderia padecer, mostra também aspectos positivos que este tinha e dos quais várias pessoas se orgulhavam. Não mostra igualmente a falência de um género de sistema político, mas sim a sua capacidade (talvez necessidade, na opinião de alguns) de se regenerar e poder no futuro ser algo melhor do que foi no passado. Enfim, um filme a não perder!
Segunda-feira (5/03) no 1º Ciclo de Cinema (R)evolução (14h sala de vídeo, FLUL)
http://www.facebook.com/events/235222923239382/
Capitães de Abril é um filme realizado por Maria de Medeiros, em 2000. A sua estreia teve bastante sucesso e recebeu vários prémios nacionais e internacionais. A história é baseada no golpe de estado militar, que ocorreu em Portugal, a 25 de Abril de 1974.
Capitães de Abril é a primeira longa-metragem de Maria de Medeiros como realizadora. Ela presta deste modo homenagem a esses jovens soldados que salvaram a sua pátria desse demasiado tempo obscuro, destacando-se Salgueiro Maia.
Na noite do 24 para o 25 de Abril de 1974, a rádio emite uma canção proibida: “Grândola, Vila Morena”. Poderia apenas ter sido a insubmissão de um jornalista rebelde mas, na realidade, é um dos sinais programados do golpe de estado militar que vai transformar completamente o país, sujeito à ditadura do Estado Novo durante várias décadas, e o destino das colónias portuguesas em África e em Timor Leste.
Ao som da voz do poeta e cantor José Afonso, as tropas insurgidas tomam os quartéis. Cerca das três horas da madrugada, marcham para Lisboa. Pouco depois do triste acontecimento militar no Chile, a Revolução dos Cravos distingue-se pelo carácter aventureiro, mas também pacífico e lírico do seu decorrer.
Estas 24 horas de revolução são vividas por três personagens principais: dois capitães e uma mulher que é professora de literatura e jornalista.
Fonte: Wikipédia
Sexta (2/03) no 1º ciclo de cinema (R)evolução
Goodbye Lenin |||||||||Cancelado|||||||||
Por motivos alheios ao Letras Fora do Armário, esta quinta o ciclo vai ficar sem efeito, sendo que o filme “Goodbye Lenin” vai ser assim adiado para uma outra data, da qual iremos informar brevemente. Mas continuamos a contar com vocês para os Capitães de Abril na sexta feira (dia 2).
